domingo, 13 de junho de 2010

Ora sai um franguinho bem passado...

Os primeiros jogos do Mundial da África do Sul não têm sido propriamente entusiasmantes. Em cinco jogos já disputados contam-se três empates e duas vitórias, sendo que apenas um viu o placar luminosos mostrar o número '2' (Coreia do Sul - Grécia, com os coreanos a vencer por 2-0). No total, até ao momento foram marcados sete tentos.

Apesar do pouco tempo decorrido e das dificuldades dos jogadores em encontrarem o caminho para as redes adversárias, temos já um candidato a um dos prémios do evento: O MELHOR FRANGO DO MUNDIAL.

O candidato surgiu no duelo entre Inglaterra e EUA. Os ingleses adiantaram-se no marcador, logo aos 4 minutos, por intermédio do capitão Steven Gerrard. No entanto, o momento marcante do encontro surgiu 36 minutos depois, ao minuto 40'. Remate de Clint Dempsey remata de fora da área e Robert Green segura... e no final não agarrou. A bola bate na palma da mão direita, contorna o guardião, que não estava à espera, lentamente, e cruza a linha de golo... Não foi bem um frango, foi mais o que se chama de perú. Ninguém queria acreditar, especialmente a equipa inglesa.
Justificar completamente
E pensar que Fabio Capello esteve na dúvida entre colocar Robert Green ou David James. Ainda bem que se decidiu pelo primeiro, pois caso contrário não teria sido possível assistir a este caricato momento (ou talvez sim). Será a Jabulami, essa maldita bola feita apenas para atazanar os jogadores, a culpada?

Certo é que nos próximos tempos será alvo de piadas fáceis. Deixo aqui um exemplo que vi num comentário ao jogo no site do 'Record': "Bem vou jantar. Tenho ali um Green assado com batata."

Ficam aqui as imagens do mau momento de Green. Vamos esperar para ver se o prémio no final será entregue ao inglês ou a outro guarda-redes... Quem sabe se o prémio não vem ainda ter a terras lusitanas...

sábado, 12 de junho de 2010

Uma praga (no) Mundial

Saddam Maake. É este o nome do próximo alvo a abater. Poucos devem saber quem é este homem de 55 anos, habitante de Tembisa, na África do Sul, mas certamente que todos já sentiram os efeitos nefastos da sua invenção: a vuvuzela.

Pois é, este senhor diz ser o responsável pela criação desde horrível objecto que atormenta todos os que gostariam de ter paz e sossego enquanto assistem ao Mundial de futebol pelo ecrã da televisão da sala.

Maake diz que foi o primeiro a tocar este 'instrumento' quando ainda era criança, tendo a sua ideia sido "roubada" por um empresário anos mais tarde. Mas diz não querer qualquer remuneração pela invenção.

"As pessoas perguntam-me sobre dinheiro, não entendem que eu sou um escravo do futebol. Eu quero é ver as pessoas a divertirem-se, a tocarem a vuvuzela por aí."

Dar-lhe dinheiro? Ele é que devia dar dinheiro a quem é obrigado a ouvir aquele som irritante todos os dias. Esta praga que se propagou nível mundial!

Hoje - ou melhor, ontem, pois já passa da meia-noite (e bem) - enquanto tentava assistir ao jogo inaugural do Mundial quase não conseguia escutar os comentários do jogo. O som ensurdecedor deste estúpido objecto fazia-se ecoar de tal forma, como se fosse eminente a chegada de uma praga de gafanhotos!

Se a selecção egípcia se tivesse apurado para o Mundial, certamente que a deixaríamos de ver após o primeiro jogo.

"Que som é este pah?! Tu queres ver que vêem aí os israelitas com as pragas novamente?? Vamos sair daqui já antes que comecem a chover rãs ou que a água se transforme em sangue!"

Certamente que se no tempo de Moisés já existissem as vuvuzelas, Ramsés não teria esperado pelas restantes maldições para libertar os hebreus. Bastaria soprarem apenas uma vez...


sexta-feira, 11 de junho de 2010

Diplomas para toda a gente

Se há coisa que ainda não percebi é a nova medida do Ministério da Educação para que os alunos que reprovem no 8.º ano passem directamente para o 10.º, sem passar pelo 9.º, bastando para isso fazer alguns exames.

Qual o objectivo deste medida do Governo? Se os alunos chumbam no 8.º é porque, à partida, e salvo raras excepções, aptos para avançar por terem dificuldades na apreensão de conhecimentos.

Se tivermos dois adolescentes de 15 anos que eram da mesma turma, um que se aplicou e passou para o 9.º e outro que ficou retido no 8.º, podem voltar a ser da mesma turma no 10.º. Será que a medida deste Ministério é manter os colegas sempre perto para que não se percam as amizades criadas na sala de aula?

Daqui a pouco tempo nem será preciso ir à escola e tem-se directamente o certificado de licenciatura! Será que o Governo já pensou nisto. Sempre que um bebé nascer poderia fazer-se como se estivesse logo a atravessar as portas da universidade...

"Hei miúdo, já nasceste?Então toma lá um diploma! Agora já podes ir contribuir, não só para o crescimento da população portuguesa, mas também para o aumento de licenciados no desemprego!"

Eu andei na escola durante 15 anos. Apenas 15, porque se lembraram de introduzir o Bolonha durante o meu primeiro ano de ensino superior, cortando um ano, limitando o acesso a várias disciplinas essenciais para o desempenho da minha profissão. Se começam a cortar ainda mais nos anos de escolaridade, o nível de conhecimento dos alunos irá, consecutivamente, descer!

A entrada de Isabel Alçada para o Governo tinha-me criado alguma esperança para que as coisas endireitassem no País, pelo menos na área da Educação. Parece que fui mais um dos que foi iludido. Parece que para escrever livros é fácil mas resolver os problemas dos portugueses já tarefa mais complicada...

Primeiro foi a polémica em torno das avaliações dos professores nos concursos que teve que ser decidida em tribunal. Agora é esta nova medida que me faz recordar os tempos em que jogava Monopoly e saía a carta: 'Vá para a prisão. Vá directamente, sem passar pela casa da partida e sem receber 2.000$00'. Só que neste caso é o oposto, vai-se directamente para o prémio e ainda se é recompensado, certamente com louvores e talvez alguma medalha de mérito atribuída pelo Governo.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

"Natan Jewels, o primeiro controlo remoto inventado"

Estava a navegar pela internet quando me deparei com um 'pack' de publicidades estranhas e ao mesmo tempo com alguma piada. Entre a anúncios a marcas de automóveis, motas, preservativos e alertas da WWF e da Greenpeace o que não falta é imaginação para apresentar os "novos" produtos ou sensibilizar o público para as diferentes temáticas.

Contrariamente ao que costumo fazer nos meus posts, desta feita não me vou alongar demasiado nas palavras, pois a imagem quase fala por si. Muitos (especialmente leitores do sexo feminino) vão achar a publicidade algo machista, por colocar a mulher de um ponto de vista materialista/interesseiro. Não é essa a minha intenção! Apenas gosto de apresentar diferentes conteúdos com que me deparo no dia-a-dia, por vezes acrescentando a minha opinião, mas deixando sempre liberdade aos leitores para tirarem as suas próprias conclusões.

Mas voltemos às imagens, que já têm alguns anitos de existência, pelo que ainda há quem se deva lembrar delas. Tratam de uma publicidade a uma nova colecção de jóias, mais concretamente anéis. O anel, esse pequeno objecto que muitos associam logo casamento. Pois esta publicidade associa o pequeno aro de joalharia não a essa união mas a outra: a necessidade carnal do ser humano.



Através deste comercial, a Natan Jewlery Company mostra como um pedaço de carbono (constituição dos diamantes, para quem não sabe - tal como a grafite, embora com a disposição dos átomos um pouco diferente) pode mudar a forma como algumas pessoas vêem o Mundo e também como certas 'portas' se abrem com facilidade na presença de uma porção de rocha com meia dúzia de quilates.

Muitos a criticaram mas houve também quem acorresse às lojas para testar a fórmula da Natan Jewlery. O que é certo é que a empresa não faliu, pelo que a publicidade deve ter resultado.

"Natan Jewels, o primeiro controlo remoto inventado". A frase da campanha resume tudo...


domingo, 30 de maio de 2010

A outra faceta de Miley Cyrus

Miley Cyrus surpreendeu tudo e todos esta noite. A cantora/ actriz já antes afirmara que queria terminar o capítulo da sua vida chamado 'Hannah Montana' e, pela sua actuação no Parque da Bela Vista, parece estar determinada para que essa página vire rapidamente.

Centenas, senão milhares, de crianças arrastaram os pais para ver a adolescente que habitualmente marca presença no Disney Channel e ao fim-de-semana na TVI. No entanto, não foi Hannah Montana que viram subir ao palco. Certamente muitos dos pequenos devem ter mesmo perguntado aos seus progenitores quem era a pessoa que subia ao Palco Mundo do Rock in Rio no lugar da sua cantora/actriz preferida. De roupas bem justas, ar arrojado e com bastantes partes do seu corpo à vista (de tal forma que se conseguia perceber que sentia em demasia a aragem que se fazia sentir na noite lisboeta), Miley destoava em absoluto da inocente Hannah Montana.

A cantora fazia lembrar uma outra artista que passou pelo mesmo palco há uma semana atrás: Shakira. Ao entrar em palco, a jovem norte-americana efectuou mesmo uma série de 'movimentos peitorais' que são mais frequentes na cantora colombiana, a qual, refira-se, tem quase idade para ser mãe desta actriz da Disney.

E se muitos tencionavam identificar Miley pelas suas canções (já que pela apresentação podia ser difícil), a tarefa também se tornava árdua, visto que muitos temas ainda não eram conhecidos por apenas integrarem o novo álbum, a lançar a 22 de Junho.

A meio da sua actuação, a jovem trocou a sua indumentária: vestiu-se da cintura para baixo e quase se despiu da cintura para cima, contrariando a sua primeira aparição. E aqui pode colocar-se a questão: e no caso de ela voltar a mudar de roupa, o que seria tapado e destapado? Isso terá mesmo que ficar para uma outra altura.

Outra particularidade durante o espectáculo refere-se a um elemento da banda e não à cantora. Um dos membros tocava algo que se assemelhava a uma tábua de madeira. O jovem efectuava movimentos frenéticos com as mãos, como que a marcar o ritmo. A parte estranha é o facto de não ter um microfone ou qualquer outro dispositivo de ampliação de som pelo que, se não era abafado pela voz da cantora, era certamente ultrapassado pelos sons de guitarra e bateria. Mais uma pergunta que pode ficar no ar: que raio estava ele então a fazer em palco?

De resto foi um concerto cheio de energia, marcado por uma Miley energética e com um estilo mais feroz/animalesco, ainda que protagonizado por alguém que ainda nem ultrapassou a barreira dos 18 anos.

As mesmas crianças que tiveram que arrastar os pais para poder assistir ao concerto tiveram que ser certamente as mesmas a convencê-los a abandonar o recinto, tal era a surpresa por verem a jovem que destoava completamente daquilo a que se habituaram a ter que ver na TV. Talvez no próximo concerto não sejam os miúdos a pedir: "Oh pai, quero ir ver a Hannah Montana. Levas-me a ver?", mas sim os graúdos a dizer aos filhos: "Oh filho(a), tens a certeza que não queres ir ver a Miley Cyrus? Ela canta tão bem..."

(ps: Desta vez optou-se por colocar duas imagens, uma da 'Hannah Montana' que todos esperavam e outra da Miley Cyrus que subiu ao palco. Créditos: direitos reservados e Mariline Alves-CM)



domingo, 16 de maio de 2010

Dunga e Queiroz em competição

Muitos foram os que ficaram surpreendidos pelas escolhas de Carlos Queiroz para o Mundial de 2010 na África do Sul. As presenças do guardião Daniel Fernandes e do central Zé Castro foram as maiores surpresas na convocatória, acompanhados pelas ausências de Quim e Moutinho.

Todos falam destes erros mas poucos são os que têm falado sobre os nossos adversários mais directos e dos seus eleitos. Um dia depois de Queiroz apresentar a sua listagem, o Brasil apresentou igualmente os seus escolhidos, também eles com algumas surpresas.

Dunga optou por deixar de fora Alexandre Pato, Ronaldinho e o jovem Neymar (jovem de 18 anos, 3.º na lista de melhores marcadores no campeonato brasileiro).

Mas o que se passa com os seleccionadores? Deixam vários jogadores com potencial de fora e preferem apostar em outros desconhecidos?

As escolhas do seleccionador brasileiro devem ter sido influenciadas por Queiroz. Ao ver que Queiroz chamava alguns que ninguém ouvira alguma vez falar terá pensado: "Isto já era tão fácil, agora nem vão dar luta! Vamos dificultar um pouco as coisas... Se não levar o Ronaldinho, o Pato e o outro miúdo pode ser que eles percam por menos que 5-0".

E assim se criou uma competição entre Dunga e Queiroz, a ver qual dos dois consegue surpreender mais os seus adeptos. Até agora Queiroz segue na frente, pois o Brasil por piores escolhas que faça é difícil ter uma equipa muito má.

Mas Dunga pode ainda dar a volta, se colocar o Robinho na baliza, o Luisão a avançado e jogar num esquema de 2x4x5 ou algo do género.

Quem se fica a rir, pelo menos para já é a Costa do Marfim comandada por Eriksson, que pode surpreender tudo e todos no Mundial.

Vamos esperar para ver. Sinceramente não estou muito confiante na passagem da "nossa" (de Queiroz) Selecção. Ainda não estou esquecido do facto de terem sido apurados depois de jogarem o play-off. Uma equipa que há quatro anos ficou na quarta posição mundial, desta vez necessitou de ir aos play-off's para poder participar.

terça-feira, 11 de maio de 2010

O nascimento de um novo desporto

Alguém me pode dizer quando é que chorar em funerais se tornou um desporto? É que eu perdi esse momento mas, ao que parece, a Aquarius estava com atenção!

E digo isto porquê? Porque quando ia a sair do jornal deparo-me com um mupi que apresentava a nova publicidade desta marca de água pertencente à companhia da Coca-Cola. Ora o texto do anúncio apresentava uma mulher envergando apenas roupas pretas, com um oráculo por baixo a dizer: "A minha profissão é chorar nos funerais. Por isso, hidrato-me todos os dias com Aquarius" (Fernanda, Carpideira Profissional).

Por vezes, até posso não saber algumas coisas, mas tinha uma ligeira ideia de que esta bebida estava ligada a desportos. Claro está que assim que cheguei a casa fui confirmar esta informação. De acordo com a publicação 'Meios e Publicidade': "Em 1992 a Coca-Cola criou a Aquarius associada ao desporto, ligação em muito favorecida pelo facto da bebida ter sido patrocinadora oficial dos Jogos Olímpicos de Barcelona."

Esta bebida, em 18 anos, passou de patrocinadora de Jogos Olímpicos para funerais! Mas como é que ninguém ainda se tinha lembrado de patrocinar funerais? É um mercado 'quase virgem' e em franca ascensão! E a Aquarius viu a oportunidade e ocupou o seu lugar! Sendo uma bebida desportiva, tudo indica que a 'crepideirice'(penso que a palavra não existe, mas para mim significa o desempenho da profissão de crepideira)se tornou um desporto oficial com patrocinador de renome internacional.

Temos a Gatorade que patrocina diversos clubes de futebol (Botafogo ,Flamengo, São Paulo Futebol Clube, Palmeiras ou Grémio) e atletas de alta competição (Usain Bolt, Serena Williams ou Michael Jordan); temos a Powerade, que acompanha The Football League e a Nascar. E depois vem a Aquarius, a patrocinar as senhoras que vão chorar em funerais!

Será que daqui a uns anos também vão concorrer para que esta profissão se torne um desporto olímpico? Se se apressarem ainda pode estrear-se com o Rugby e o Golfe nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

Eu por vezes até tenho algum humor negro mas desta vez não percebi bem qual foi a ideia de associar uma bebida energética a funerais! Será que faltou imaginação aos designers da campanha ou foi mesmo imaginação (delírio) a mais?

De qualquer forma aqui fica a imagem que é apresentada em centenas de mupis de Lisboa e também o anúncio que já vi em alguns canais de televisão.