Hoje fui com uma colega assistir à conferência de imprensa da 80.ª edição da Feira do Livro de Lisboa, no Parque Eduardo VII. Não vou falar sobre a conferência em si, pois para saberem as novidades para o certame deste ano podem sempre consultar o jornal ou o site do CM amanhã. Vou falar sim de outro caso.
Quando já estávamos a regressar ao jornal, atravessar o jardim, em direcção oposta ao Marquês de Pombal (como quem segue para a Alameda Cardeal Cerejeira), deparámo-nos com algo, no mínimo estranho: um oficial da GNR alimentava dois cavalos com as sebes que ornamentam o local.
Posso estar muito desactualizado, mas penso que esta não é uma inovação da jardinagem! Claro está que tivemos que fotografar e até mesmo fazer um pequeno vídeo com o telemóvel, no qual se pode ver (não muito bem, porque não nos podíamos aproximar para não perturbar a alimentação dos bichos) os animais entretidos a arrancar pedaços das sebes.
Ora aqui está uma bela forma de preservar as zonas da capital. Será que é hábito ou é uma nova medida que já vem abrangida pelo novo PEC, para fazer face à crise que vivemos actualmente?
Nos últimos dias tenho andado a pensar se a minha mente me anda a pregar partidas. Não, não estou a ficar louco. O que se passa é que, pela segunda vez esta semana, vi uma daquelas pessoas que, por minha vontade, seria banido da minha vista para sempre.
Podem pensar: mas isso é normal, encontrar no dia-a-dia pessoas conhecidas, entre as quais algumas que se gosta menos.
Neste caso não será tão normal, tendo em conta que a dita personagem personagem vive a quase 200 quilómetros de distância. Será que é perseguição ou algum tipo de premonição? O que é certo é que o assunto entre a minha pessoa e esta personagem ainda não está resolvido, pelo menos para mim.
Comecemos pelo princípio, às razões que levaram a este conflito. Já lá vão quatro anos (e no entanto parece que já foi há muito mais tempo).
Havia uma rapariga (há quase sempre uma rapariga que faz despoletar uma situação semelhante) que, até então, pertencia ao mesmo grupo de amigos que eu. Entre todos combinámos alugar um apartamento para férias. Como o pagamento de parte da renda tinha que ser paga antecipadamente, ficou decidido que todos contribuiríamos com uma metade do total respectivo a cada a um e, um ponto importante nesta decisão, o dinheiro dado dessa primeira 'prestação' não seria devolvido caso uma pessoa desistisse, ficando como caução, de maneira a que os outros membros não tivessem que pagar mais. O montante final seria pago apenas quando já estivéssemos na casa.
Acordo feito, todos concordámos. No entanto, poucos dias antes da viagem para o local alugado, a dita rapariga desistiu, tanto quanto sei, influenciada por alguém (com quem nem tínhamos muita ligação) que lhe disse que não deveria ir connosco. Relembrou-se o acordo estabelecido antes e eis que começa a revolta: ela queixa-se à pessoa que lhe disse para não ir, referindo que não lhe seria devolvido o dinheiro. Foi levantada então a questão sobre o que fazer: devolver-lhe ou não a caução?
O Luís foi um dos que prontamente se opôs a tal sugestão! Não era pelo dinheiro em si mas pela honra, por um acordo previamente estabelecido. Posso dizer muitos disparates ou cometer erros na vida, mas se há coisa odeio é o não cumprimento de um acordo, faltar com a palavra!
Decisão final entre os restantes membros do grupo: não há devoluções para ninguém.
Mais uma vez se pronunciou a personagem (que ainda não referi, mas que já devem ter percebido que era o namorado da rapariga). E foi então que ele cometeu um erro: ameaçar-me de morte. A mim e aos meus. E por mais que isto possa parecer infantil, encarei a ameaça como séria, tendo em conta os amigos dele, com quem eu já tinha tido algumas desavenças no passado, algumas das quais recorreram mesmo a armas para marcarem a sua vontade.
No fim as ameaças ficaram-se por isso mesmo, apenas ameaças. Mas para mim o assunto ficou por resolver. Na altura pensei confronta-lo, ver até onde iria a sua coragem. O confronto físico não me assustava e tive o cuidado tratar das coisas de modo a que amiguinhos dele não se envolvessem. Queria vê-lo "baixar a crista", "amansar". Em termos físicos eu era superior. Embora mais novo, contava já com os benefícios que recebera da natação e dos treinos diários (na altura pensava concorrer à Academia Militar): força e rapidez.
Conseguiram acalmar-me antes que algo acontecesse. O assunto esmoreceu, mas não morreu. O que mais detesto são traições, sou incapaz de perdoá-las. Este caso não é excepção: uma amizade traída, com mais um tipo que se meteu ao barulho.
Para muitos tudo isto pode parecer muito estúpido mas traições são sempre traições. Nunca devem ser esquecidas!
O facto de voltar a encontrar esta personagem, desta feita tão longe de onde deveria estar, e apenas a uns quarteirões do local onde passo a maior parte do tempo todos os dias, não me tem deixado propriamente satisfeito e faz-me recordar todos os assuntos que ficaram pendentes. Alguns destes mais graves, os quais marcaram etapas da minha vida, de tal forma que não consigo sequer falar sobre eles, embora já tenham passados mais de 10 anos desde que ocorreram.
Fantasmas do passado que regressam para me assombrar. Pensamentos que me atordoam, pesadelos que não tinha há quase 15 anos. Um acontecimento que activou outros que estavam resguardados nos recantos da memória.
Só uma coisa me irá aliviar de todos estes pensamentos. Algo que me ajudou muito no passado e há bastante tempo que não o faço: correr. Correr até não poder mais. Correr sem destino, apenas pelo prazer de exercitar as pernas, sentir o ar a bater na cara, o suor a escorrer do cabelo... A melhor forma de tranquilizar a mente e tomar as decisões correctas.
Acabei de ler 'A Porta dos Infernos' de Laurent Gaudé. Não é um livro mau de todo.
Comprei-o há cerca de um mês quando o encontrei nas estantes que mostram os destaques da semana do Modelo. O título chamou-me a atenção, pelo que decidi ver a contra-capa e ler a sinopse.
"A caminho da escola, levado pela mão do pai, Pippo é atingido por uma bala perdida no meio de uma refrega das máfias de Nápoles. Matteo e Giuliana, os pais, passam a viver obcecados pela vingança - mas Matteo não consegue a coragem necessária para abater Cullaccio, o responsável pela morte do seu filho."
Uma história que contenha vingança e máfias é, desde logo, tentadora. Não resisti e lá despendi cerca de dezena e meia de euros. Mais um livro para juntar aos que 'enfeitam' o meu quarto e esperam pacientemente pela sua vez para serem abertos... No entanto, nesse fim-de-semana, antes de voltar a Lisboa, sabe-se lá porque razão, decidi colocar esta obra na mochila, junto com o portátil. Tenho vários nas estantes do quarto na capital mas achei que este devia acompanhar-me. Mas não o comecei a ler e ficou a 'ganhar pó' ao lado dos outros.
Alguns dias depois emprestaram-me o 'Leopardo', de Giuseppe Tomasi di Lampedusa. Sinceramente, já não lia um livro há algum tempo, entre o tempo que passo no jornal e o que passo em casa na internet. Já não me lembrava do prazer da leitura. O 'Leopardo', um bom livro por sinal (fala sobre as decisões que um príncipe que é obrigado a aceitar as mudanças à sua volta, no fundo para que nada mude na sua vida), trouxe-me à lembrança a necessidade de perder mais tempo com livros e menos com o computador e os jogos.
Após ler o 'Leopardo', decidi perscrutar o que poderia seguir-se... Voltei a pegar na 'Porta dos Infernos'. A decisão estava tomada, era essa "a próxima vítima".
As primeiras páginas prendem a atenção do leitor, embora a escrita de Gaudé pareça um pouco estranha, com frases curtas e o recurso a pensamentos das personagens, e até mesmo discurso directo sem a devida indicação, quase ao estilo de José Saramago, que apenas recorre a vírgulas.
O livro começa com a preparação de uma vingança, a mutilação de outro ser humano, vê-lo perder partes do seu corpo enquanto perde sangue sobre a tumba da criança que a sua bala perdida matou. O autor da vingança, que muitos pensariam ser o pai de 'Pippo', é, no entanto, o próprio 'Pippo'. Só algumas páginas mais tarde se percebe como isto é possível, como morreu em 1980 e está ali, 21 anos mais tarde, a mutilar o autor do disparo que vitimou.
O pai que não aceitou a morte do filho mas que não foi capaz de punir o assassino deste. A viagem ao Inferno para o resgatar, trocando a sua vida pela dele.
É um livro que nos faz recordar todos entes queridos que já partiram, desperta a saudade que reside dentro de cada um.
Não vou contar mais para que tenham apenas vontade de ler a história, sem que percam o interesse.
O Sporting voltou este fim-de-semana a desiludir, após empatar (0-0) com o Olhanense. Desiludiu e há-de continuar a fazê-lo, pelo menos até que alguém avise Carlos Carvalhal de que agora é ele quem está a gerir a equipa. Sim, porque certamente que o técnico português não sabe que é ele o responsável pelo plantel. Se assim não fosse, como se justificaria que não soubesse que a SAD dos leões está a negociar a transferência de Izmailov para o Lokomotiv de Moscovo?
Na conferência de imprensa que antecedeu o jogo com o Olhanense, um jornalista perguntou a Carvalhal o que podia este dizer sobre o andamento das negociações com o Lokomotiv. Ao que este respondeu: “Sei tanto como o senhor jornalista sobre esse assunto”.
Não é normal que um treinador não saiba quais os jogadores que estão de saída da sua equipa. É que, desta forma, o técnico pode estar a preparar um esquema para o próximo jogo, a contar com o russo, e ele pode já nem lá estar nessa altura!
Isto sem falar, claro, da gigantesca gaffe cometida por Carvalhal na conferência de imprensa após a vitória (3-0) sobre o Nacional, na 16.ª jornada da Liga, em que este se esquece de quantos golos marcou Liedson. Liedson, após parar 26 dias por ter sido operado, entra ao minuto 58’ e, em 12 minutos, bisa, dando a vitória ao clube de Alvalade.
Na conferência aos jornalistas após o encontro, é pedido a Carlos Carvalhal que comente a recuperação do jogador, autor de dois golos no jogo. Resposta do técnico: “Dois golos? O Liedson só marcou um”.
Se fosse um adepto que estivesse a assistir ao jogo até se compreendia que não soubesse quem marcou os golos, pois podia ter ido à casa-de-banho quando ocorreu um dos tentos, mas tratando-se do treinador, é um caso grave!
Será que ele nas suas tácticas ainda envolve Angulo e Caicedo? Não me espantaria nada.
Existem algumas opções que possam justificar as falhas de Carvalhal:
1 – É viciado em jogos de PSP e passa os encontros do Sporting agarrado à consola, evitando assistir às desilusões da equipa.
2 – Não quer saber se a equipa ganha ou perde, pois sabe que esta temporada já não há muito a fazer, estando a 20 pontos do líder Benfica.
3 – Está tão contente por treinar um dos clubes grandes de Portugal que nem se consegue concentrar no seu trabalho.
4 – (Esta é a que defendo e refiro no início) Esqueceram-se de o avisar que é ele que, após a saída de Paulo Bento, é quem está no comando.
Se duvidam destas teorias testem pelo menos a última, não seja o facto de que Bettencourt se esqueceu mesmo de o avisar. Pode ser que os leões ainda acordem a tempo de ganhar algum jogo, nem que seja ao Everton, para continuarem nas competições europeias…
As novas escutas do processo ‘Face Oculta’, divulgadas esta semana, falam de um eventual negócio que envolve a PT, o TagusPark e Luís Figo cujo objectivo era, alegadamente, pagar o apoio do jogador a José Sócrates durante a campanha eleitoral.
As transcrições, agora expostas, mostram que um dos administradores da empresa de telecomunicações se deslocou a Milão para fazer uma proposta a Figo, a qual renderia 250 mil euros por ano à sua fundação.
Devido estes novos dados, muitos foram os começaram a chamar ‘Pesetero’ a Figo, numa clara alusão ao período em que este trocou o FC Barcelona pelo rival Real Madrid. Mas o que não referem desse mesmo período é o facto de Luís Figo ser um dos melhores jogadores do plantel catalão e, ainda assim, ser dos mais mal pagos. Nessa altura, o português pediu apenas para receber de acordo com o seu estatuto na equipa. O Barça foi avisado que caso as condições não fossem cumpridas ele podia aceitar a proposta do Real, embora os catalães nunca acreditassem que os ‘Galácticos’ estavam dispostos a pagar a exorbitante cláusula de rescisão. E foi assim que Figo se tornou ‘merengue’, mas odiado pelos fãs que antes deliravam com o seu talento.
Mas nessa altura, os catalães não se coibiram de pagar fortunas a outros, como Ronaldo, Rivaldo, Reiziger, Kluivert, Zenden, Bogarde, De Boers, Cocu ou Litmanen. Figo saiu e fez bem, pois ganhou reconhecimento a nível internacional, tornando-se no número 1 do Mundo.
Mas se consideram Luís Figo um mercenário por esta saída, o que podemos dizer de Cristiano Ronaldo? Certamente que não trocou o Manchester porque o ar madrileno lhe fazia melhor à saúde! Transferências dos bons jogadores podem ser mal aceites e, quando assim é, mais tarde voltam sempre à baila, como é o caso de Figo agora. Figo não foi um ‘Pesetero’, mas sim um comum jogador de futebol que apenas procura jogar nas melhores condições. Se isso faz dele um mercenário, não o seremos todos também? Todos os que trabalham procuram sempre melhores condições de trabalho, fazendo trocas quando necessário…
Eu, sinceramente, acredito na inocência de Luís Figo neste novo caso pois, até prova em contrário, nada indica que ele sabia de onde vinha o dinheiro para lhe pagar. Assim sendo, era apenas mais um contrato publicitário, valorizando a sua escola de talentos.
Algo semelhante, seria se eu quisesse pagar um milhão de euros à Soraia Chaves só para ela aparecer ao meu lado na Baixa de Lisboa, para ser fotografado e assim “tornar-me conhecido” para o público, e mais tarde se descobrisse que eu tinha arranjado o dinheiro através de um esquema qualquer de corrupção. Qual seria a culpa dela neste caso? Nenhuma. Teria sido apenas um contrato publicitário e nada mais.
O mesmo se aplica no caso de Luís Figo. Ainda assim, este afirma que não foi pago para fazer campanha por Sócrates, mas apenas para um anúncio publicitário do TagurPark.
Por mim, vou esperar pelo desenrolar do processo, pois certamente muita tinta vai ainda correr, abrangendo cada vez mais pessoas.
Certo é apenas uma coisa: Até agora o único detido na operação ‘Face Oculta’ é Manuel Godinho, e já quase ninguém se lembra sequer que o processo teve origem devido à sucata deste.
Hoje, como estava de folga, fui visitar umas pessoas de família que moram aqui perto da minha casa de Lisboa. Como já têm alguma idade, quando lá cheguei não fiquei nada espantado por estarem a assistir ao programa 'Tardes da Júlia', na TVI. Ora, enquanto estávamos a colocar a conversa em dia, fui tomando também atenção à TV. O tema em debate era 'Pessoas com Habilidade de Prever Acontecimentos Futuros'.
O caso a que dei mais atenção foi quando uma miúda de 21 anos começou a contar a sua vivência em premonições:
"Houve uma vez em que sonhei que ia morrer num acidente de carro na auto-estrada quando estivesse a ir para a praia. Quando acordei estava assustada, mas depois vi que não passara de um sonho. Nesse mesmo dia, ao almoço, o meu pai decidiu que a família iria à praia à tarde. Fiquei com algum receio, mas fomos. No entanto, quando estávamos a caminho, pedi por favor ao meu pai para ir por outro caminho! Disse-lhe que precisávamos mesmo de ir por outro atalho para a praia. Não chegámos a ter o acidente."
Este foi o primeiro relato da jovem. Agora, digam-me lá, se depois disto não acreditam que foi uma premonição?! Eu fiquei plenamente convencido com este argumento: ela sonhou que ia ter um acidente na auto-estrada, não fooi pela auto-estrada e não morreu nesse dia. Incrível! Se alguém até aqui não percebeu (talvez porque não me conheça suficientemente bem), estou a ser irónico.
Este tipo de premonições é muito difícil de fazer. Deixem lá ver se consigo fazer algo semelhante: Hoje sonhei que ia ter um acidente de mota, mas como não tenho mota não andei nesse tipo de transporte, portanto escapei desse acidente que iria ter! Não é uma história tão elaborada quanto a da rapariga que foi à TVI, mas talvez eu também consiga prever o futuro e mudá-lo. Epá, acho que devia mesmo mudar de carreira e substituir a Maya!
Será que alguém acreditou mesmo nesta história? Mas aquilo continuou. Ao longo de meia-hora foi dando exemplos semelhantes. Outro presságio que achei hilariante foi quando a jovem contou como descobriu o número de telefone de um amigo:
"Há muito tempo que não falava com um amigo meu e queria falar com ele. Perguntei a vários amigos meus se sabiam o número dele, mas ninguém sabia. Nessa noite, durante o sono, sonhei com vários números. Ao acordar, sabia que existia uma hipótese remota de ser o número dele, mas tentei e eis que o meu amigo me responde do outro lado".
Mais uma vez, apenas posso dizer: EPÁ, FANTÁSTICO!
Será que na zona de residência desta moça não existe aquele objecto estranho que se chama... como é que se chama mesmo? Ah, já sei: LISTA TELEFÓNICA!
Podem chamar-lhes muita coisa, agora premonições???? Desculpem lá, mas não! Até posso estar a ser demasiado céptico com este assunto, mas não vi nada que me fizesse pensar o contrário...
A nova moda, não apenas em Portugal mas em todo o Mundo, são as histórias de vampiros. Poderíamos talvez culpar a Stephenie Meyer, mas ela não obrigou todos os outros a escreverem histórias ou a realizar filmes semelhantes aos seus textos. E porque estou a referir tudo isto? Porque quando uma pessoa está em casa ao fim-de-semana a tentar descansar de uma semana de trabalho e liga a televisão o que é que vê? Vampiros! Na RTP "Vampire Diary" e "True Blood", na TVI "Imortal" e, a mais recente, "Lua Vermelha" na SIC.
Pois bem, a primeira ainda vá que não vá, já o 'True Blood', apesar de ter recebido vários prémios, não me venham com conversas de que aquilo é bom e tal... Os cenários são fracos e a história não tem "sumo" depois de espremida! E eis que passamos às últimas duas, as séries portuguesas. Também já assisti a ambas e, se a primeira me fez ver que falta muito para atingir o nível da série mais fraca dos EUA, a segunda fez-me quase sentir vontade de cortar os pulsos! Isto porque, logo de início a história é quase um copy/paste de má qualidade do 'Twilight' ('Crepúsculo' se preferirem): Aluna nova chega à escola um pouco contrariada, vários grupos de alunos e eis que há um grupo à parte, que se vem depois a saber que são vampiros.
E antes de tudo isto, a cena inicial que mostra um vampiro a correr por um bosque, perseguido por quem o quer matar, e depois para os enfrentar abre a boca a exibir os dentes e faz um rugido muito fraco, que nos faz mesmo pensar que talvez se tenha esquecido de aplicar um efeito sonoro na pós-produção.
Todas estas séries são um abuso, em especial pela fraca qualidade que algumas (quase todas) apresentam! Até os "Morangos com Açúcar", que cada vez mais perdem a sua qualidade (admito que até assisti à primeira temporada e gostei, mas na altura tinha uns ingénuos 15 ou 16 anos e aquilo tinha a sua piada), já tentam inserir lá personagens com poderes sobrenaturais, fazendo já uma clara alusão às espécies conhecidas como "chupadoras de sangue"!
Mas em que é que alguma destas séries se compara com o grande "Drácula de Bram Stoker" ou até mesmo à personagem associada a Wesley Snipes, o "Blade? Será que não se pode ver mais nada na televisão e no cinema? Sucedem-se as séries e os filmes sempre com o mesmo! Parece que se reproduzem que nem coelhos!!! Basta juntar uns tipos conhecidos com uma história que envolva dentes grandes e pronto, vá de aplicar tudo ao grande ecrã ou àquela caixinha que todos têm em casa...
Sinceramente, quero ver se que as crianças daqui a uns anos conhecem filmes como "The Godfather", "Forrest Gump ou Gladiador" e de séries como 'Dr. House', 'Friends' ou "Os Sopranos ou se apenas vão saber de cor as intrigas de "Crepúsculo", "Lua Nova", "Cirque du Freaks", "True Blood" e companhia...